domingo, 24 de agosto de 2014



Já só sinto tristeza do rumo que isto tomou. Já se passou a raiva. Agora deixo a indiferença instalar-se aqui. Eras tudo, e acho que ainda és. Eras meu e de repente desapareceste. Vais arrepender-te, eu sei, mas já não consigo ter-te mesmo que quisesses. Não consigo esquecer o que foste, e naquilo que te tornaste. Eras o último da minha lista a abandonar-me. Eras o primeiro em tudo. Tomavas conta de mim sempre e as férias de verão eram as melhores. Foram! Durante alguns anos, eu soube que eras meu. Não havia pessoas no meio de nós, dizias tu. Éramos só os dois, em todo o lado. E fazíamos com que as pessoas que nos rodeavam reparassem nisso sem nós próprios nos apercebermos. Toda a gente via, menos nós! Na altura sorríamos e ficávamos cúmplices. Eles percebiam bem. Agora, os únicos que não entendem que acabou são eles, são essas pessoas que pensam que amar é fácil e crescer é rotina. Tento responder à pergunta e nem sequer sei a resposta. 

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